26 Novembro, 2006
19 Novembro, 2006
aniversário dele, dele aqui embaixo
Quem sabe eu devesse procurar as palavras mais lindas pra desejar um pouco mais de alegria pra você e um pouco menos de saudade pra nós. O fato é que você precisava encantar mais gente, essa gente de longe. Você precisava despertar essas gargalhadas todas, algumas paixões, amigos, rum, música nova, música velha, boa música. Precisava experimentar um sol que arde mais, e quando voltar, continuar a ensinar o amor.
Você nasceu hoje, você nasceu há 23 anos atrás, você faz parte de mim e de quase todas as minhas páginas, então, se juntar todos os abraços que receber aí te garanto que não dá unzinho meu. Te amo, te espero.
Você nasceu hoje, você nasceu há 23 anos atrás, você faz parte de mim e de quase todas as minhas páginas, então, se juntar todos os abraços que receber aí te garanto que não dá unzinho meu. Te amo, te espero.
12 Novembro, 2006
Estamos em casa, eu e minha calça de moleton surrada. O dvd que estava só, na mesa da cozinha, resolveu nos acompanhar por aproximadamente duas horas. E o que são duas horas diante dos milhares de minutos que você ocupa dos meus dias? Você está no computador, na função aleatória do rádio, no almoço de domingo, é você passeando com aquele cachorrinho na rua, no ensaio, maracanã, você é também o menino jogando futebol de areia, inclusive assistiu o filme aqui no meu sofá.
Uma música se repete enquanto eu afundo os dedos no teclado, aquela que faz lembrar você. Com o tempo, todas as músicas lembram você. Ficou difícil até cantar parabéns, porque no próximo aniversário o seu abraço vai estar longe.
Uns dias são mais duros, vazios feito aquele último copo antes do nosso até logo.Um logo que demora feito adeus. O que me resta além de tentar te alcançar quando fecho os olhos? Muitas vezes é por você um segundo, é por você que fecho os olhos. E felizmente me sinto leve quando penso em quantas vezes eu disse que te amava. Te amo enquanto passa o tempo, enquanto esse tempo não passa. Enquanto eu vivo procurando as palavras mais certas pra dizer o tamanho da falta. Vou aproveitar a estação das flores pra tapear esses espaços que se fizeram por aqui, quem sabe com o perfume eles deixem de se preocupar em crescer nessa velocidade toda. Mas hoje foi um dia gelado e de vento forte. As flores se espalharam e o perfume dispersou. Os espaços sentiram frio e precisaram ser maiores. Tudo bem, eu espero o calor voltar, eu espero os seus olhos e cabelos castanhos.
Uma música se repete enquanto eu afundo os dedos no teclado, aquela que faz lembrar você. Com o tempo, todas as músicas lembram você. Ficou difícil até cantar parabéns, porque no próximo aniversário o seu abraço vai estar longe.
Uns dias são mais duros, vazios feito aquele último copo antes do nosso até logo.Um logo que demora feito adeus. O que me resta além de tentar te alcançar quando fecho os olhos? Muitas vezes é por você um segundo, é por você que fecho os olhos. E felizmente me sinto leve quando penso em quantas vezes eu disse que te amava. Te amo enquanto passa o tempo, enquanto esse tempo não passa. Enquanto eu vivo procurando as palavras mais certas pra dizer o tamanho da falta. Vou aproveitar a estação das flores pra tapear esses espaços que se fizeram por aqui, quem sabe com o perfume eles deixem de se preocupar em crescer nessa velocidade toda. Mas hoje foi um dia gelado e de vento forte. As flores se espalharam e o perfume dispersou. Os espaços sentiram frio e precisaram ser maiores. Tudo bem, eu espero o calor voltar, eu espero os seus olhos e cabelos castanhos.
09 Novembro, 2006
Muitas páginas de Clarice invadiram-me a vida nos últimos dias, umas que oscilam entre riso contido e um choro sem pressa. Cada palavra fez pensar mais e mais. Mais um quê de lembranças que não sou capaz de segurar. Queria poder abraçá-las tão forte a ponto de esmagar sobre o peito e derramar suco de lembranças no colo. Ops, lá vem você. Encheu nossa jarra de momentos cor de rosa e me ofereceu um copo.
07 Novembro, 2006
- me expliiiiiiiiiica
- Ah...
- não sei se morro de amor
- ou?
- hum?
- nao sabe se morre de amor...
- ou se sente o que?!
- não tem isso de "ou"
- eu só não sei se morro de amor.
06 Novembro, 2006
04 Novembro, 2006
Contar das paixões não me parece tão difícil. Foi sempre algo que preencheu meus vazios das cores mais leves. Qual é a cor do teu suspiro? Porque certamente elas despertam muitos deles, e é uma seqüência maravilhosamente inevitável. Primeiro vem o olho, que pode ser triste, opaco, sem brilho, pra dar vontade de cuidar. Ou mesmo os mais lindos, que fazem murinho ao redor, impedindo a gente de olhar em outra direção.
O menino andava sempre se apoiando nas paredes cinzas e brancas da escola, os cabelos escuros e lindos escondendo os olhos tristes de quem adoraria ter uma boca perto dos ouvidos, com palavras e gargalhadas, ao invés de compartilhar todas aquelas manhãs com as letras do jornal. Ele adorava física, especialmente a lei da gravidade, o menino das sardas. E não é que um dia os livros de uma certa menina caíram? Benditos livros! Fizeram desabrochar sorrisos, mãos, bocas e três anos de descobertas.
Mas e os suspiros? Ela suspirava quando tentava olhar o menino e respirar ao mesmo tempo. Impossível. A menina sofria disso. As pupilas dilatavam, o corpo todo parava e só sobravam seus olhos grandes pra ele. Respirar pra quê? Ela congelava o mundo naquela direção e no minuto seguinte tentava roubar todo aquele ar que tinha perdido. Esse ar que a fazia flutuar até que pudesse quase tirar os pés do chão. Jogava então o ar de volta pro mundo em forma de suspiro, doce e leve.
Paixão. A gente se apaixona pelo que não conhece, a gente se apaixona pra depois tentar mudar. E isso é amor? E tem diferença entre os dois?
A mesma menina, outro menino. Ela agora tinha as duas mãos no peito. Não as afastava de jeito nenhum. Tão diferentes os dois, em quase tudo. O olhar que ainda carregava uma espécie de rede não a deixava enxergar aqueles dentes e boca lindos dançando em sua direção. E foram tantas músicas juntos, tantos compassos errados, um bando de risos soltos e uma madrugada de fogos de artifício. Uma madrugada multiplicada em manhãs, tardes e noites. Em dias inteiros de colo e melodias doces, em suspiros de outras cores.
Tanto faz. Suspiro de amor, de paixão. Pra ela não faz a menor diferença entre ser feliz ou ser feliz.
O menino andava sempre se apoiando nas paredes cinzas e brancas da escola, os cabelos escuros e lindos escondendo os olhos tristes de quem adoraria ter uma boca perto dos ouvidos, com palavras e gargalhadas, ao invés de compartilhar todas aquelas manhãs com as letras do jornal. Ele adorava física, especialmente a lei da gravidade, o menino das sardas. E não é que um dia os livros de uma certa menina caíram? Benditos livros! Fizeram desabrochar sorrisos, mãos, bocas e três anos de descobertas.
Mas e os suspiros? Ela suspirava quando tentava olhar o menino e respirar ao mesmo tempo. Impossível. A menina sofria disso. As pupilas dilatavam, o corpo todo parava e só sobravam seus olhos grandes pra ele. Respirar pra quê? Ela congelava o mundo naquela direção e no minuto seguinte tentava roubar todo aquele ar que tinha perdido. Esse ar que a fazia flutuar até que pudesse quase tirar os pés do chão. Jogava então o ar de volta pro mundo em forma de suspiro, doce e leve.
Paixão. A gente se apaixona pelo que não conhece, a gente se apaixona pra depois tentar mudar. E isso é amor? E tem diferença entre os dois?
A mesma menina, outro menino. Ela agora tinha as duas mãos no peito. Não as afastava de jeito nenhum. Tão diferentes os dois, em quase tudo. O olhar que ainda carregava uma espécie de rede não a deixava enxergar aqueles dentes e boca lindos dançando em sua direção. E foram tantas músicas juntos, tantos compassos errados, um bando de risos soltos e uma madrugada de fogos de artifício. Uma madrugada multiplicada em manhãs, tardes e noites. Em dias inteiros de colo e melodias doces, em suspiros de outras cores.
Tanto faz. Suspiro de amor, de paixão. Pra ela não faz a menor diferença entre ser feliz ou ser feliz.
02 Novembro, 2006
20/09/2005
Ainda que houvesse jeito de apagar os meses, reorganizar as horas dos próximos dias, eu não o faria. Aprendi a amar mais uma vez, e melhor, ensinei os olhos de fora com o meu amor. Olhava o vento levando as folhas soltas, elas se espalhando por aí, e tinha vontade de me espalhar inteira. Ali, bem no meio daquele abraço interminável, que me desmanchava tanto. Estive sempre pronta. Sim, estive, porque há cincos minutos você decidiu que não.
Algum problema? Eu aprendi a amar mais uma vez.
Ainda assim eu poderia contar-lhe sobre tudo, dissertar sobre aquelas qualidades bobas que fazem os seus defeitos parecerem ínfimos. E mesmo depois do não, eu te deixaria recostar a cabeça nos meus ombros pra dizer “eu te adoro” pela última vez, e guardaria a sua voz na minha caixinha de frases de pé de ouvido.
Algum problema? Eu aprenderia a te amar, pela segunda vez.
Aqueles dedos feios ainda continuam a me apontar por toda parte. Eles nunca entenderam que o vento pode levar bem longe, e eu demoro a voltar. Querem-me compacta, quieta, feliz. Porque esse mundo tem uma certa mania feia, de achar que sabe o endereço do sorriso do outro. Ê mundo! A gente que escolhe onde o sorriso quer morar! E feliz eu só seria quando você levantasse a cabeça e mostrasse a eles tudo o que só eu vejo. Um monte de pegadas em círculo, tentando sair. Eu te ajudo, deixa? Não, não deixa. Pena, eu aprenderia a te amar então pela terceira vez. Porque você muda, e eu te reaprendendo. Reaprendendo os nós que nos tornam tão singulares, e esse amor que me torna cada vez mais que uma.
Algum problema? Eu aprendi a amar mais uma vez.
Ainda assim eu poderia contar-lhe sobre tudo, dissertar sobre aquelas qualidades bobas que fazem os seus defeitos parecerem ínfimos. E mesmo depois do não, eu te deixaria recostar a cabeça nos meus ombros pra dizer “eu te adoro” pela última vez, e guardaria a sua voz na minha caixinha de frases de pé de ouvido.
Algum problema? Eu aprenderia a te amar, pela segunda vez.
Aqueles dedos feios ainda continuam a me apontar por toda parte. Eles nunca entenderam que o vento pode levar bem longe, e eu demoro a voltar. Querem-me compacta, quieta, feliz. Porque esse mundo tem uma certa mania feia, de achar que sabe o endereço do sorriso do outro. Ê mundo! A gente que escolhe onde o sorriso quer morar! E feliz eu só seria quando você levantasse a cabeça e mostrasse a eles tudo o que só eu vejo. Um monte de pegadas em círculo, tentando sair. Eu te ajudo, deixa? Não, não deixa. Pena, eu aprenderia a te amar então pela terceira vez. Porque você muda, e eu te reaprendendo. Reaprendendo os nós que nos tornam tão singulares, e esse amor que me torna cada vez mais que uma.



